Teses de Doutorado
Estudo químico e Biológico das flores e das folhas de Acacia podalyriifolia A. Cunn. ex G. Don, Leguminosae-Mimosoideae
CLáUDIA ALEXANDRA DE ANDRADE
Programa: Doutorado 2004
Linha de pesquisa: Indeterminado
Orientador: Prof. Dr. Obdúlio Gomes Miguel
Data da defesa: 11/11/2010
Banca Examinadora
| Prof. Dr. Obdúlio Gomes Miguel | Orientador(a) |
| Profª. Drª. Ana Luísa Lacava Lordello | Universidade Federal do Paraná |
| Profª. Luciana Rebelo Guilherme | Universidade Federal de Goiás |
Resumo
Acacia podalyriifolia A. Cunn. ex G. Don, Leguminosae-Mimosoideae, é uma espécie exótica,
vastamente difundida no Sul do Brasil. Avaliações fitoquímicas demonstraram flavonóides,
taninos, compostos fenólicos e esteroides/triterpenoides nas flores; alcaloides, cumarinas,
flavonoides, taninos, compostos fenólicos, quinonas e esteroides/triterpenoides nas folhas.
Para o conteúdo de compostos fenólicos, utilizando o reativo de Folin Ciocalteu, a fração
acetato de etila das flores e das folhas demonstrou os maiores teores. As frações hexânica,
diclorometano e acetato de etila e o resíduo dos extratos etanólicos das flores e das folhas
foram submetidos a métodos cromatográficos para o isolamento de substâncias. Como
substâncias fenólicas majoritárias foram obtidas as flavanonas 5 - -D-glicosil-naringenina e
naringenina, e a β-dicetona 16, 18 tritriacontanodiona. As análises da atividade antibacteriana
(bioautografia, difusão em disco e concentração inibitória mínima) demonstraram ser mais
ativa a fração acetato de etila das flores e das folhas, inibindo cepas bacterianas gram
positivas e gram negativas, em graus variáveis. Para as substâncias isoladas, nas
concentrações testadas, apenas a naringenina foi ativa. Para a ação antioxidante, utilizando o
radical livre 2,2-difenil, 1-picrilhidrazil (DPPH), formação do complexo fosfomolibdênio e o
teste TBARS, destaque especial também apresentou a fração acetato de etila, demonstrando-
se até mais ativa que os padrões utilizados, dependendo da técnica que foi utilizada. As
flavanonas isoladas também demonstraram atividade, ainda que em menor grau que suas
frações originárias; para a 16, 18 tritriacontanodiona esta atividade foi muito discreta. Na
avaliação de toxicidade geral pela Artemia salina, a fração diclorometano obtida das flores
demonstrou ser a mais citotóxica nestes ensaios. Sobre o potencial alelopático, observado
nas sementes de Lactuca sativa, variedade Babá, para as amostras obtidas das flores e das
folhas, embora não tenham afetado a germinação desta plântula, ocasionaram significativas
influências no seu crescimento, quando comparadas ao controle. As substâncias isoladas
também apresentaram efeitos significativ os no crescimento, contribuindo na atividade
alelopática verificada com as suas frações de origem.
Palavras-chave: Acacia podalyriifolia, compostos fenólicos, flavanonas, β-dicetonas, 16, 18
tritriacontanodiona, antibacteriana, antioxidante, citotoxicidade, alelopático.




