PPGCF - Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas - UFPR

Teses de Doutorado

FITOLARVICIDAS PARA O CONTROLE DO VETOR DA DENGUE E FEBRE
AMARELA, Aedes Aegypti

ADELIA GRZYBOWSKI

Programa: Doutorado 2008
Linha de pesquisa: Indeterminado

Orientador: Prof. Dr. José Domingos Fontana
Co-orientador: Dr. Maurício Passos

Data da defesa: 18/11/2011  


Banca Examinadora

Prof. Dr. José Domingos Fontana Orientador(a)
Prof. Dr. Brás Heleno de Oliveira e Prof. Dr. Roberto Pontarolo Universidade Federal do Paraná
Prof. Dr. Marcelo Maraschin Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

Uma alternativa para o controle do mosquito vetor da dengue e febre amarela,
Aedes aegypti,foi explorada através de letalidade na fase larval provocada
pela ação isolada ou combinada de fitolarvicidas e, neste segundo caso, de
forma sinergística. Para tal propósito,nove plantas da flora brasileira foram
inicialmente avaliadas utilizando o bioensaio de citotoxicidade contra o
microcrustáceo Artemia salina. Foram selecionadas as duas plantas mais
promissoras: sementes de Annona muricata (graviola) e frutos de Piper nigrum
(pimenta-do-reino), tirando partido das respectivas substâncias químicas de
maior bioatividade, acetogeninas  e piperamidas. Pelo critério de
economicidade, etanol foi eleito como solvente para a preparação dos extratos
brutos e visando o enriquecimento das substâncias larvicidas, a cromatografia
em coluna foi empregada. Tanto os extratos brutos quanto suas frações e
subfrações mais ativas foram sistematicamente ensaiados contra larvas de 3 º
ínstar de A. aegypti utilizando o procedimento padrãoda OMS – Organização
Mundial de Saúde e progressivamente confirmando,na comparação com
annonacina semi-purificada e padrão de  piperina, aliada a análises
espectrofotométricas e cromatográficas, a direta correlação da bioatividade
fitolarvicida com o enriquecimento, respectivo, de acetogeninas no caso de
graviola e de pelo menos de uma piperamida no caso da pimenta-do-reino. As
CL50em µg/mL para larvas de A. aegypti após 24 h de exposição evoluíram, no
caso de A. muricata, de 93,48 no extrato bruto para 3,58 na fração etanólica e
para 1,73 na subfração acetato de etila:metanol 95:5. Comparativamente, as
CL50 foram de 1,84 para o extrato bruto de P. nigrum, 2,13 para a fração
acetato de etila e 1,27 para a subfração clorofórmio:etanol 90:10. Já que os
bioensaios preliminares com A. salinaanalisados através das metodologias do
teste de independência  e isobolograma/concentração total acusaram
potencialização do efeito fitolarvicida quando da combinação de extratos
etanólicos brutos de A. muricatae P. nigrum, esta estratégia foi também
explorada em larvas de A. aegypti. Um achado diferencial inicial foi que
enquanto P. nigrumatua mais fortemente na potencialização contra A. salina,
em larvas de A. aegyptideu-se o contrário, ou seja, o sinergismo das duas
principais espécies químicas – acetogeninas e piperamidas – é dominado por
A. muricata, ou seja, pelas acetogeninas. O sinergismo observado deve ser
atribuído aos distintos mecanismos bioquímicos de ação das respectivas
drogas: as acetogeninas bloqueando  a respiração mitocondrial e a
consequente biossíntese de ATP e aspiperamidas, causando distúrbios
neurológicos. Um resultado paralelo foi à notável alteração morfológica exibida
pelas larvas. O extrato bruto de P. nigrum, mas não suas frações, decretou um
encurtamento do abdômen e, portanto no tamanho total da larva. No caso do
extrato bruto de A. muricata, que se repete nas frações, observa-se um efeito
contrário, ou seja, alongamento do abdômen, bem como na parte anterior ao
tórax, resultando em um efeito total de alongamento. Quando se bioensaiou
combinações de A. muricatae P. nigrum, independentemente das proporções,
os efeitos morfológicos da primeira se sobrepuseram. 
Palavras-chave: Annona muricata. Piper nigrum. Aedes aegypti. Acetogeninas.
Piperina. Sinergismo. 



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